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Design Thinking: Os estágios

Se você leu o nosso primeiro artigo sobre Design Thinking, já sabe que nós, aqui na Inmetrics, acreditamos muito nessa abordagem para resolver problemas de forma criativa e inovadora. Utilizamos cada etapa do processo para ampliar o nosso aprendizado e construir soluções cada vez mais voltadas para o ser humano.

Neste artigo vamos falar exatamente sobre tais etapas e quais ferramentas podemos utilizar em cada uma delas.

Empatia

Esta é a primeira etapa e talvez a mais importante, pois permite um entendimento mais aprofundado sobre quem é o alvo da nossa abordagem. É neste momento que geramos a empatia necessária para nos colocarmos no lugar do usuário, compreendendo melhor as suas dores e dificuldades.

Para esta etapa, é possível utilizar diversas ferramentas que ajudarão o time a olhar sob a perspectiva da persona, como por exemplo: entrevistas, questionários on-line, dados analíticos, observação sistemáticas e outras. O mais importante, independentemente de qual ferramenta for utilizar, é levantar o maior número de informações, para que todos os envolvidos tenham embasamento suficiente para contribuir com a dinâmica.

Definição

É aqui que traçamos a nossa rota em busca de criar algo que realmente altere o status quo das pessoas. Nesta etapa, analisamos quem sofre com o quê e qual ou quais são os impactos disso na vida delas. É o que chamamos de “triplet do problema”.

Um exemplo prático é o caso de um analista que sofre com o grande volume de planilhas que precisa analisar e, por isso, tem pouca eficiência operacional, causando frustração e atrasos em suas entregas.

Quando você consegue se colocar no lugar da pessoa e definir a principal causa dos seus problemas, fica mais fácil focar na solução que realmente vai fazer a diferença.

Ideação

Neste ponto do processo, vale uma premissa: quantidade é melhor que qualidade. Quanto maior for a diversidade de ideias geradas para a solução do problema, mais criativa poderá ser a solução. Post-its podem ser úteis neste momento, pois cada participante escreverá ou desenhará a sua solução em uma das folhinhas para depois o grupo votar nas propostas mais viáveis e importantes. É fundamental, neste momento, a presença de agentes decisores no grupo, pois uma vez priorizada a proposta, ela segue para a próxima etapa do processo.

Prototipação

Agora é hora de materializar o que foi selecionado como solução para o problema a ser atacado. Aqui vale de tudo, desde que fique claro, para o usuário, a sua proposta de resolução de suas dores. O foco aqui não é a perfeição técnica do protótipo, mas a capacidade de contextualizar o usuário em sua tarefa, possibilitando a percepção de valor e a busca por aquele efeito uau!

Teste

Agora todo o processo será posto à prova. Está na hora de apresentar a solução para os usuários e colher o máximo de percepções de uso e de entrega de valor. Observar a utilização real e contextualizada é fundamental para validar uma proposta. Dessa forma é mais seguro seguir adiante, dedicando mais horas de trabalho a uma solução que realmente vai gerar impacto na vida das pessoas. Os testes podem ser estruturados por tarefas e não devem ser, de forma alguma, enviesados pelo time. Quanto mais sinceros forem os resultados, mais insumos valiosos o time colherá. Não tenha medo do fracasso, ele gera aprendizado rápido e uma grande economia de recursos, por isso errar faz parte, mas aprenda a reconhecer rapidamente que errou e mude a rota se precisar.

Por fim vale ressaltar que o Design Thinking não precisar ser executado de forma 100% linear, você pode voltar ou avançar nas etapas sempre que sentir essa necessidade.

No próximo artigo falaremos como conduzir o time por essas etapas e aprofundar um pouco mais nos processos e resultados. Até lá!

Escrito por Aloysio de Souza, UX Designer.

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