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Esteira de Qualidade em ambientes híbridos

Garantir um bom nível de maturidade na implementação de uma esteira de qualidade significa permitir que seu time de desenvolvimento integre códigos em um repositório compartilhado, tantas vezes quanto forem necessárias. Essa possibilidade é, também, uma forma de assegurar a confiabilidade e a integridade do “pacote” ou branch principal.

Assim, cada fração de código que é fundida com o repositório principal deve ser verificada por uma compilação automatizada, que auxilia na detecção antecipada de possíveis defeitos. E isso acontece com base em indicadores de qualidade pré-estabelecidos, que ajudam a reduzir muitos dos custos e problemas que podem acontecer durante processos de desenvolvimento de aplicações ou produtos.

Organizando a esteira de qualidade

O ponto central da estruturação da esteira de qualidade é o orquestrador, que tem como base o versionamento de códigos. Desta forma, é preciso, primeiro, definir e estabelecer sua estratégia ou fluxo de versionamento dos códigos-fonte das aplicações envolvidas para, depois, pensar na estrutura da esteira de qualidade.

Além disso, é importante que se definam indicadores e metas que irão direcionar esse processo. Geralmente, nos apoiamos em três: indicadores de tecnologia, de negócio e de usabilidade. Salvo casos de manutenções corretivas – que buscam retificar erros graves, esses indicadores não devem ser observados de modo isolado. Caso contrário, fica difícil justificar a implementação de uma mudança significativa em seu programa ou pacote. É preciso que esse processo de gestão de mudanças seja bem estruturado para que a esteira de qualidade possa distingui-lo e respeitá-lo. Assim, será possível aportar indicadores mais complexos ao pipeline para que a esteira não seja direcionada apenas por métricas tecnológicas.

Baixa plataforma x Alta plataforma

Para a baixa plataforma – também conhecida como open – há diversos cases e ferramentas, tanto para versionamento de código, quanto para a orquestração da esteira e da infraestrutura. Quando pensamos em fazer a integração de um ambiente mainframe com este orquestrador para que tenhamos uma esteira integrada, um dos primeiros desafios é garantir que os versionadores de código de alta plataforma, como o changeman, estejam equalizados com os versionadores da open. Isso possibilita que tenhamos uma relação coesa de versão entre os códigos de ambas as plataformas.

É nesse momento que iniciamos a definição da estratégia de integração dos ambientes. Para melhor entendimento e estruturação desta estratégia, se faz necessário o conhecimento do “as is” da arquitetura, tanto física quanto lógica, bem como o entendimento da configuração dos componentes dos ambientes envolvidos.

Também é indispensável que haja o conhecimento do fluxo de cada funcionalidade e sua correlação com o ambiente mainframe e com os componentes arquiteturais. Por exemplo, em um dado projeto, precisamos reconstruir toda a esteira de desenvolvimento e qualidade de uma determinada instituição. Assim, na etapa em que iniciamos o “tombamento” das aplicações para os novos ambientes precisamos ter o mapeamento de todas as funcionalidades, rotinas e bases que essas aplicações sensibilizam no ambiente mainframe. Dessa forma, foi possível realizar os testes funcionais após a configuração dos servidores de aplicação que comunicavam, via Sistema de Controle de Informações do Cliente (CICS), com o ambiente mainframe.

Essa integração via CICS se dá por meio de um servidor de transações mainframe com capacidade de processamento online de altos volumes. E pode utilizar uma conexão com um broker para que não se faça necessário a utilização de múltiplas interfaces, simplificando a comunicação com a baixa plataforma. É nesse sentido que, ao apostar na esteira de qualidade, podemos gerenciar esse processo para que ele ocorra da melhor forma possível.

Escrito por Henrique Moura, Head Of QA | DevOps .

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