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Telemedicina e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): como e onde se encontram

por: Inmetrics em

| 03.07.2019

A Telemedicina chegou para transformar a relação entre médicos e pacientes através dos avanços tecnológicos. O novo modelo relativiza a noção de distância com a mudança dos hábitos de consumo – um dos fatores que impactaram diretamente a nova forma de atendimento médico.

O que é Telemedicina?

A nova modalidade é um recurso tecnológico que possibilita os médicos a trocarem informações à distância. Nesse cenário, exames e laudos podem ser enviados de forma digital, independente da sua localização. Ultrapassando barreiras, diminuindo custos e ampliando o acesso ao atendimento. Assim, os médicos podem de tomar decisões de forma mais ágil e assertiva, podendo trabalhar de qualquer lugar do mundo.

Na prática, a Telemedicina trabalha com três frentes: a Teleducação, a Emissão de laudos à distância e a Teleassistência. E a gente te conta um pouco sobre cada uma delas a seguir:

Teleducação – ela capacita e atualiza o profissional que reside fora dos grandes centros a partir de videoconferências, palestras e aulas online;

Emissão de laudos online – o exame pode ser realizado pelo paciente em qualquer lugar e o médico pode enviar o  laudo por meio de dispositivos móveis com acesso à internet;

Teleassistência – é a consulta de médicos presenciais a outros médicos remotos para uma segunda opinião de um diagnóstico, medicamento ou procedimento.

Seja qual for a frente da Telemedicina, a raiz é a mesma: a eliminação das distâncias para uma comunicação médica mais eficiente e com custo reduzido.

Mas e a Segurança da Informação, como fica?

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entra em vigor em agosto de 2020. Ela visa estabelecer regras de segurança de dados para todos os cidadãos. E esse é o principal ponto de atenção. Como os dados dos pacientes são protegidos a partir de um atendimento remoto? Como garantir a transmissão segura de informações, sem que haja vazamento de dados?

Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), as imagens e os dados dos pacientes deverão trafegar em uma rede que garanta a privacidade, isto é, um ambiente seguro. O que irá exigir um esforço amplo e colaborativo entre médicos e fornecedores de tecnologia.

Para garantir a segurança das informações, o CFM determinou que todos os atendimentos sejam gravados e armazenados com infraestrutura que assegure guarda, manuseio, integridade, veracidade, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo pelo profissional das informações. Em contrapartida,  o paciente irá receber um relatório onde é assegurado o sigilo médico.

Os ganhos da Telemedicina são imensuráveis. Processos urgentes podem ser agilizados, distâncias são encurtadas, o atendimento é descentralizado e regiões precárias e com acesso limitado podem ter acesso à medicina avançada com custo mais reduzido. E com tanto avanço na tecnologia, meios para garantir a segurança de dados na Telemedicina é o que não faltam!

Escrito por Danilo BarsottiDiretor de Cyber Security e Cloud Computing

Quer saber mais sobre Telemedicina e a Lei LGPD e entender os impactos que não seguir essas regras da LGPD e HIPPA pode causar na sua organização?